amnistia internacional
human rights watch
organização das nações unidas
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
visa-vis

a aventura dos vistos - take 2.
numa primeira ida frustrada à embaixada da índia para tratar dos vistos, por volta das 11h da manhã fui informado de que teria de madrugar bem mais se queria mesmo conseguir um vistozito de turista. mais exactamente, estar lá antes das 8h30.
por isso, neste take 2 decidi jogar pelo seguro: apanhei um táxi e às 7h48 plantei-me à porta da embaixada. a ocasião poderia até ter sido bem agradável, não fosse o frio, o sono, a fome, e o peso na consciência por gastar 150€ em burocracias. é que aquela malta das representações diplomáticas trata-se bem. grande mansão no restelo, sobre o estádio do belenenses, com vista para o cristo-rei e para a cobertura dos jerónimos. com aquele solzinho matinal e o tejo lá ao fundo, quase se sentia o cheiro dos pastéis, ao fundo da rua. ao meu lado esperavam outros portugueses ensonados e uma série de indianos que, ao que parece, vinham tratar de assuntos menos agradáveis do que eu.
uma hora e quarenta depois, passada a fase de provação (só os mais determinados persistiram), a figura pseudo-autoritária do segurança português lá nos concedeu uma senha numerada. fomos finalmente levados para um pequeno jardim nas traseiras da mansão, donde seríamos chamados para o único guichê em funcionamento. pelo caminho, esqueletos de outros que vieram antes e não resistiram à espera (todos portugueses, claro, que aquilo os indianos, paciência é com eles).
digamos que a senhora que me atendeu não primou pela simpatia. ficou visivelmente incomodada quando lhe coloquei uma dúvida que trazia, e pouco mais expressou do que a maquinal frase "só aceitamos dinheiro", o que me levou a uma pequena excursão pedonal por belém, em busca do multibanco perdido.
tudo tratado. enquanto descia a rua com uma profunda sensação de dever cumprido, apercebi-me de um pequeno erro no preenchimento do formulário, entretanto já entregue. sabia que a dita senhora me comeria vivo se lhe pedisse para corrigir fosse o que fosse (isto se conseguisse ultrapassar os portões, os seguranças, as senhas, a fila, o guichê), por isso continuei a andar e resolvi convencer-me de que não haveria problema. evitei a tentação dos pastéis (tinha-lhe cedido na véspera) e disparei para sta. apolónia.
feitas as contas, não me deixou lá muito satisfeito este meu primeiro contacto vis-a-vis (ou, neste caso, visa-vis) a burocracia indiana.
ou seria portuguesa...?
percalços
começa a cheirar-me que esta coisa dos bilhetes de avião é um negócio algo desigual. senão vejamos a seguinte situação: eu compro uma passagem de avião para... suponhamos, bombaím. se eu quiser alterar a data, perco o bilhete; se quiser alterar o titular, perco o bilhete; se quiser alterar qualquer uma das condições do bilhete,... perco o bilhete.
agora vem o mais interessante: se a companhia quiser alterar qualquer uma das condições do bilhete,... está perfeitamente à vontade para o fazer, sem ter que me prestar qualquer tipo de explicação. é fabuloso.
pois foi exactamente isto que nos aconteceu. sem mais nem menos, os nossos voos foram cancelados, e não há nada a fazer. depois de ter estadia marcada, vacinas tomadas, período de férias previsto, entre outros preparativos, eis-nos na iminência de ficar em terra.
soluções: aceitar as datas alternativas que nos foram sugeridas e ficar apenas oito dias na índia; pedir o reembolso do bilhete (o qual nos será entregue quando a companhia muito bem quiser, provavelmente daqui a uns 4 ou 5 meses); ou procurar outras passagens com o mesmo destino para os mesmo dias.
depois de optar pela última hipótese, a agência de viagens conseguiu encontrar-nos uma solução satisfatória. afinal, após este percalço inesperado, vamos mesmo para bombaím a 28 e voltamos a 13, agora com uma nova escala em deli.
e no entanto, fica aquela sensação de revolta...
agora vem o mais interessante: se a companhia quiser alterar qualquer uma das condições do bilhete,... está perfeitamente à vontade para o fazer, sem ter que me prestar qualquer tipo de explicação. é fabuloso.
pois foi exactamente isto que nos aconteceu. sem mais nem menos, os nossos voos foram cancelados, e não há nada a fazer. depois de ter estadia marcada, vacinas tomadas, período de férias previsto, entre outros preparativos, eis-nos na iminência de ficar em terra.
soluções: aceitar as datas alternativas que nos foram sugeridas e ficar apenas oito dias na índia; pedir o reembolso do bilhete (o qual nos será entregue quando a companhia muito bem quiser, provavelmente daqui a uns 4 ou 5 meses); ou procurar outras passagens com o mesmo destino para os mesmo dias.
depois de optar pela última hipótese, a agência de viagens conseguiu encontrar-nos uma solução satisfatória. afinal, após este percalço inesperado, vamos mesmo para bombaím a 28 e voltamos a 13, agora com uma nova escala em deli.
e no entanto, fica aquela sensação de revolta...
palavras e lugares - parte III
pier paolo pasolini, o cheiro da índia, 90º"Porque o ar está frio, Moravia e eu aproximamo-nos instintivamente das piras e, enquanto nos aproximamos, em breve nos damos conta de experimentarmos a sensação agradável de quem está à volta de um bom fogo, no Inverno, com os membros entorpecidos, e saboreia o estar ali, juntamente com um grupo de amigos ocasionais, sobre cujos rostos, sobre cujos farrapos, a chama vai placidamente colorindo o seu laborioso agonizar".
terça-feira, 4 de novembro de 2008
estadia
como estamos no verão (lá, não cá...), resolvemos reservar estadia para bombaím e goa. na verdade, estas serão com certeza as dormidas mais caras da viagem. em bombaím: rs.1400/noite/pessoa. em goa: rs.1100/noite/pessoa. agora é só fazer as contas...
em todo o caso, aqui ficam os links para os alojamentos:
chateau windsor
panjim inn
durante o resto da viagem, vamos ao sabor do vento, sem marcações.
em todo o caso, aqui ficam os links para os alojamentos:
chateau windsor
panjim inn
durante o resto da viagem, vamos ao sabor do vento, sem marcações.
ai as agulhas...

eu não sabia, mas parece que lá nas índias anda uma bicharada infernal, capaz de transformar o braço dum gajo num autêntico presunto fumado... por isso mesmo, decidimos aconselhar-nos junto de um profissional especializado, através da chamada "consulta do viajante".
daqui resultou o seguinte: vacina para meningite, vacina para febre tifóide, vacina para encefalite japonesa (que, ao que parece, nem existe no japão...), vacina para cólera, vacina para hepatite a, e profilaxia para malária. eu, que tenho uma particular inclinação para as agulhas, apreciei sobremaneira este momento único: fechei os olhos e deixei-me tombar para trás, já a sonhar com o sol indiano... não, agora a sério, ia desmaiando. mas, de facto, já via sóis por todo o lado. enfim, nada que um copo com água e açúcar não resolva. o pior é a vergonha...
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