segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

the refundable ticket

a índia vai ter de ficar para o ano. é um sonho deitado por terra, mas queremos acreditar que foi só adiado. esperemos que daqui a um ano lá estejamos a chegar, desta vez sem bombas ou receios maiores. entretanto, antes que a frustração se instale (e porque estamos realmente de férias), hoje de tarde pegamos no carro e vamos por essa península fora - essa europa fora? essa áfrica fora? a ver vamos.

coimbra, 28 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

banda sonora - parte IV


ravi shankar, raga puryia-kalyan


Discover Ravi Shankar!

banda sonora - parte III

shakti: oriente-ocidente

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ciclo de cinema - parte III

deepa mehta, fire, 1996

visa-vis



a aventura dos vistos - take 2.

numa primeira ida frustrada à embaixada da índia para tratar dos vistos, por volta das 11h da manhã fui informado de que teria de madrugar bem mais se queria mesmo conseguir um vistozito de turista. mais exactamente, estar lá antes das 8h30.
por isso, neste take 2 decidi jogar pelo seguro: apanhei um táxi e às 7h48 plantei-me à porta da embaixada. a ocasião poderia até ter sido bem agradável, não fosse o frio, o sono, a fome, e o peso na consciência por gastar 150€ em burocracias. é que aquela malta das representações diplomáticas trata-se bem. grande mansão no restelo, sobre o estádio do belenenses, com vista para o cristo-rei e para a cobertura dos jerónimos. com aquele solzinho matinal e o tejo lá ao fundo, quase se sentia o cheiro dos pastéis, ao fundo da rua. ao meu lado esperavam outros portugueses ensonados e uma série de indianos que, ao que parece, vinham tratar de assuntos menos agradáveis do que eu.
uma hora e quarenta depois, passada a fase de provação (só os mais determinados persistiram), a figura pseudo-autoritária do segurança português lá nos concedeu uma senha numerada. fomos finalmente levados para um pequeno jardim nas traseiras da mansão, donde seríamos chamados para o único guichê em funcionamento. pelo caminho, esqueletos de outros que vieram antes e não resistiram à espera (todos portugueses, claro, que aquilo os indianos, paciência é com eles).
digamos que a senhora que me atendeu não primou pela simpatia. ficou visivelmente incomodada quando lhe coloquei uma dúvida que trazia, e pouco mais expressou do que a maquinal frase "só aceitamos dinheiro", o que me levou a uma pequena excursão pedonal por belém, em busca do multibanco perdido.
tudo tratado. enquanto descia a rua com uma profunda sensação de dever cumprido, apercebi-me de um pequeno erro no preenchimento do formulário, entretanto já entregue. sabia que a dita senhora me comeria vivo se lhe pedisse para corrigir fosse o que fosse (isto se conseguisse ultrapassar os portões, os seguranças, as senhas, a fila, o guichê), por isso continuei a andar e resolvi convencer-me de que não haveria problema. evitei a tentação dos pastéis (tinha-lhe cedido na véspera) e disparei para sta. apolónia.

feitas as contas, não me deixou lá muito satisfeito este meu primeiro contacto vis-a-vis (ou, neste caso, visa-vis) a burocracia indiana.
ou seria portuguesa...?

percalços

começa a cheirar-me que esta coisa dos bilhetes de avião é um negócio algo desigual. senão vejamos a seguinte situação: eu compro uma passagem de avião para... suponhamos, bombaím. se eu quiser alterar a data, perco o bilhete; se quiser alterar o titular, perco o bilhete; se quiser alterar qualquer uma das condições do bilhete,... perco o bilhete.
agora vem o mais interessante: se a companhia quiser alterar qualquer uma das condições do bilhete,... está perfeitamente à vontade para o fazer, sem ter que me prestar qualquer tipo de explicação. é fabuloso.
pois foi exactamente isto que nos aconteceu. sem mais nem menos, os nossos voos foram cancelados, e não há nada a fazer. depois de ter estadia marcada, vacinas tomadas, período de férias previsto, entre outros preparativos, eis-nos na iminência de ficar em terra.
soluções: aceitar as datas alternativas que nos foram sugeridas e ficar apenas oito dias na índia; pedir o reembolso do bilhete (o qual nos será entregue quando a companhia muito bem quiser, provavelmente daqui a uns 4 ou 5 meses); ou procurar outras passagens com o mesmo destino para os mesmo dias.
depois de optar pela última hipótese, a agência de viagens conseguiu encontrar-nos uma solução satisfatória. afinal, após este percalço inesperado, vamos mesmo para bombaím a 28 e voltamos a 13, agora com uma nova escala em deli.
e no entanto, fica aquela sensação de revolta...